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Ouro em máximas históricas: oportunidades, estratégias e riscos — o guia completo para investir em 2025

Após registrar um aumento superior a 40% no último ano e alcançar máximas históricas acima de US$ 3.500 por onça troy, o ouro voltou ao centro das atenções dos investidores. No entanto, essa forte alta — que impulsionou a demanda desde pequenas compras de joias até ordens bilionárias de bancos centrais — também levanta alertas sobre o risco de uma correção brusca.

Um boom sem precedentes, mas com lições históricas

O preço do ouro, que no início de 2025 rondava os US$ 2.650 por onça, recentemente quebrou a barreira dos US$ 3.500, superando o recorde de janeiro de 1980 (ajustado pela inflação para cerca de US$ 3.493) e também o pico de 2011. Segundo analistas do World Gold Council, esse rally foi impulsionado por diversos fatores simultâneos:

  • Política monetária e comércio internacional: A instabilidade gerada por mudanças abruptas na política comercial dos Estados Unidos e os ataques públicos do presidente Donald Trump ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, enfraquecem a confiança na moeda americana e nos ativos financeiros tradicionais.

  • Compras de bancos centrais: Desde 2022, mais de trinta bancos centrais — liderados por China, Índia e Turquia — vêm adquirindo mais de 1.000 toneladas de ouro por ano, bem acima da média de 481 toneladas entre 2010 e 2021.

  • Proteção contra a inflação: Com juros altos e projeções de inflação persistente, investidores buscam um ativo não relacionado à impressão de dinheiro e historicamente resistente à desvalorização das moedas.

“Estamos vivendo uma tempestade perfeita para o ouro”, afirma Louise Street, analista sênior do World Gold Council. “O cenário de pressões inflacionárias, risco de recessão e compras agressivas por bancos centrais levou o preço do ouro a níveis recordes.”

Do ouro físico ao ETF: quatro estratégias fundamentais

Diante desse contexto, especialistas recomendam diversificar as formas de exposição ao metal precioso:

1) Contextualizar o preço atual

Apesar da alta de 20% apenas em 2025 parecer arriscada, os fundamentos seguem sólidos: a oferta mundial é limitada (cerca de 216.265 toneladas extraídas ao longo da história) e a demanda se mantém forte em tempos de instabilidade geopolítica.

2) Escolher o veículo de investimento adequado

  • Ouro físico: Barras e moedas oferecem propriedade real, mas exigem custos de armazenamento e seguro. “Para investimentos de longo prazo, comprar e manter ouro físico continua sendo a estratégia mais segura”, aconselha Paul Williams, da Solomon Global.

  • ETFs de ouro: São opções práticas e líquidas, permitindo entrada e saída rápida do mercado sem preocupações logísticas.

3) Priorizar a liquidez

Para carteiras mistas — compostas principalmente por ações e títulos —, ETFs de ouro físico podem ser a melhor alternativa para proteção imediata contra a inflação e a volatilidade.

4) Otimizar a tributação

Nos Estados Unidos, o ouro físico é classificado como “colecionável” e está sujeito a uma alíquota máxima de 28% sobre os ganhos de capital a longo prazo, superior aos 20% padrão. Existem exceções (como certas moedas e barras armazenadas por instituições autorizadas) e alternativas mais vantajosas, como o Gold IRA.

Estamos diante de uma nova bolha?

Subidas históricas anteriores do ouro terminaram com correções severas: após o recorde de janeiro de 1980, o preço caiu 65% em apenas 18 meses, e depois do pico de 2011, o recuo foi de até 35% nos dois anos seguintes.

Previsões divididas

Cenário otimista: O Goldman Sachs projeta US$ 3.700 por onça até o final de 2025 e US$ 4.000 em 2026, podendo atingir até US$ 4.500 em caso de agravamento da guerra comercial.

Cenário pessimista: Jon Mills, da Morningstar, estima que o ouro pode recuar para US$ 1.820 nos próximos anos, embora tenha ajustado levemente sua projeção para cima devido ao aumento dos custos de mineração.

“Podemos ver correções pontuais caso haja avanços na paz na Ucrânia ou uma trégua na guerra comercial”, alerta Daan Struyven, do Goldman Sachs. “Mas a estrutura de demanda — especialmente por parte dos bancos centrais — continuará sustentando o ouro no médio prazo.”

Em um cenário de alta volatilidade e pressão inflacionária, o ouro segue sendo um ativo essencial para diversificação e preservação de capital. No entanto, os investidores devem avaliar com cuidado o momento de entrada, o tipo de investimento e os impactos fiscais, sempre conscientes de que, após um rally extraordinário, qualquer correção pode ser tanto um ajuste técnico quanto o início de um novo ciclo de oportunidades.

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